Soja Ardida para Biodiesel
A Corretora Soja Pires Ltda, informa às Indústrias de Biodiesel que já dispoe de Lotes de Soja Ardida colhido na safra 2011. O Lotes estão em diferentes regiões do brasil como: MS, MT, GO, BA, MA, TO e sul do PI.
Além da venda de grãos FOB, a Corretora Soja Pires também trabalha com a modalidade CIF (frete incluso até o destino final).
Os interessados podem fazer contato pelos telefones: 99-3541-8051 99-8839-8051 e-mail: sojapires@hotmail.com
Somos Contra a Moratória Florestal no Maranhão

Estamos prestes a sermos surpreendidos por uma Moratória Florestal por cinco anos sem Desmatamento (desmatamento zero) prevista pra ser estabelecida no relatório do Senador Aldo Rebelo para o Novo Código Florestal Brasileiro, o que para nós seria uma tragédia, já que o desenvolvimento da agricultura no maranhão estaria fadado à uma produção medíocre. Precisamos abrir novas áreas do Cerrado maranhense SIM, claro que respeitando a legislação ambiental, no entanto, tem muitas áreas de Cerrado com alto potencial produtivo que estão ociosas. O Efeito desta Moratória de 5 Anos de desmatamento Zero, seria a condenação da população maranhense a continuar com a probreza e o desemprego como sua marca registrada como já é a décadas, sem perspectivas de melhorias da sua renda percapta.Não é isso o que nós empreendedores do Maranhão queremos, o que queremos é produzir alimentos para uma população cada vez mais ávida por comida, queremos gerar empregos, queremos gerar renda através de uma agricultura responsável e sustentável.
Autor: Claudeir Pires
Aluga-se Colheitadeiras Novas
Temos 10 colheitadeiras novas e semi-novas para prestação de serviços de colheitas de soja e outros grãos, com disponibilidade imediata para deslocar as máquinas para qualquer região do país, no entanto, já temos 5 máquinas disponíveis no Maranhão. Os preços serão combinados de acordo com a quantidade de serviços de cada fazenda.Contato: 99-3541-8051 ou 99-8839-8051
A Polêmica mudança no Código Florestal Brasileiro
A bancada do agronegócio quer votar o quanto antes as mudanças do Código Florestal. Este foi o tema do debate desta terça, dia 1º, do programa Mercado, Arte e Cia. O programa contou com a participação do ex-ministro da Agricultura Alysson Paolinelli e do ambientalista Mário César Mantovani, da Fundação SOS Mata Atlântica.Paolinelli é a favor das mudanças no Código Florestal propostas pelo deputado Aldo Rebelo, e disse que o Brasil vem fazendo uma legislação altamente burra em cima do seu sistema produtivo. De acordo com ele, o que se pretendeu foi inibir a melhor agricultura do mundo.
– Ela [a legislação atual] não tem base científica, ela não tem nenhum sentido econômico e social. Ela foi uma forma de acusar um terceiro pelos males que estão ocorrendo no Brasil – afirmou Paolinelli.
O ex-ministro defendeu que o Brasil tem hoje capacidade de desenvolver cientificamente os programas do qual precisa na área ambiental, transmitindo-os aos seus produtores.
– O Brasil que não tinha alimentos na década de 1970, o Brasil que se preparou para formar e ter uma agricultura mundial, uma agricultura tropical. É a melhor do mundo. Depois que o país montou isso, viraram contra o setor produtivo brasileiro como se ele fosse causador de todos os males e, sem nenhum debate, sem nenhuma razão científica, começaram a legiferar – completou Paolinelli.
Já Mantovani afirmou que é a favor de mudanças no Código Florestal , mas não da maneira que está sendo proposta pelo deputado Aldo Rebelo. Ele acusa o parlamentar de servir aos interesses de alguns grupos, assim como da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
– Isto virou uma guerra, que acabou envolvendo todo mundo e foi mau para todos nós, porque no fim não estamos fazendo nenhum avanço que era necessário, urgente para a agricultura brasileira, que é talvez a melhor agricultura do planeta e que está amarrada hoje neste emaranhado de legislações – disse Mário Mantovani.
Ele entende que é impossível separar agricultura de meio ambiente, já que a agricultura depende do ambiente.
– O que é necessário fazer é o Brasil agregar valor na sua agricultura. Não se pode mais fazer aquela agricultura do passado – defendeu.
Fonte: Canal Rural
Grãos sentem pressão de possível fim da greve na Argentina
O Ministério do Trabaho da Argentina ordenou que os trabalhadores portuários acabem com a greve que bloqueia os terminais de soja e grãos do país. O protesto já dura uma semana.Nesta quinta-feira, os empregados se reunirão com os exportadores para tratar dos salários após a ordem que foi emitida na noite passada. O comunicado aponta que há um pedido público da presidente Cristina Kirchner pelo fim da paralisação.
A greve contribuiu para uma expressiva alta dos preços do milho e da soja na Bolsa de Chicago, que atingiram os maiores patamares em 30 meses. Isso foi reflexo da paralisação nos portos de Rosário, que respondem por mais de 70% de todos os embarques de soja, óleo de soja e farelo.
Diante desse possível término da greve, o mercado de grãos perde fôlego na CBOT, com ganhos bem mais tímidos do que os registrados na sessão noturna.
Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes
FAPCEN Realiza um Giro Tecnológico

Para participar dos eventos ou obter maiores informações, ligar para a FAPCEN 99-3541-2422 ou 99-3541-4404 ou pelo e-mail: fapcen@fapcen.org.brFinanciamento do agronegócio passa de R$ 50 bi nos primeiros seis meses de safra
Brasília - O financiamento da agricultura empresarial brasileira cresceu 18,6% no primeiro semestre da safra 2010/2011 na comparação com o ciclo 2009/2010, passando de R$ 42,8 bilhões para R$ 50,8 bilhões. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que divulgou no dia 25/01/11 o balanço parcial dos recursos do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) já liberados, informou que apenas em dezembro passado foram emprestados R$ 9 bilhões, o que representa um aumento de 37% em relação ao mesmo mês de 2009.O ano safra começa em julho de cada ano e vai até o fim de junho do ano seguinte. Para a safra 2010/2011, o PAP disponibilizou R$ 100 bilhões para a agricultura empresarial. Os destaques, segundo o Mapa, continuam sendo os segmentos agroindustrial e de cooperativas. O primeiro contratou R$ 4,6 bilhões em crédito rural, enquanto nas cooperativas foram aplicados R$ 2,3 bilhões em investimentos e capital de giro.
O coordenador-geral de Análises Econômicas do Mapa, Marcelo Guimarães, avaliou, por meio de nota, que o aumento dos financiamentos para o setor “demonstra um aquecimento e confiança dos agentes do agronegócio brasileiro”. Em relação aos R$ 12 bilhões já liberados para investimentos, Guimarães disse que “o agricultor tem aproveitado as condições favoráveis de financiamento para aumentar e desenvolver a capacidade produtiva de sua propriedade”.
Edição: Vinicius Doria
Fonte: Agência Brasil - Danilo Macedo
Milho: Chuvas na Argentina pressionam preços em Chicago nesta quinta-feira .
O sentimento de que as chuvas na Argentina serão suficientes para minimizar as perdas previstas nas lavouras de milho do país fez com que os preços do cereal fechassem em queda o pregão de quinta-feira na bolsa de Chicago. Os contratos para maio foram cotados a US$ 6,61 por bushel, queda de 7 centavos. Segundo a Bloomberg, as chuvas devem persistir no norte da Argentina, melhorando as perspectivas para a safra. Além disso, o USDA relatou que as exportações semanais americanas foram de 547,5 mil toneladas na semana encerrada no dia 20. O volume é 20% inferior ante a semana anterior e sinaliza uma retração na demanda depois dos preços terem alcançado a máxima em 30 meses. No Paraná, a saca foi negociada a R$ 21,56, queda de 0,46%, segundo o Deral.Fonte: Jornal Valor Econômico em 28/01/2011.
Soja/CEPEA: Agentes aguardam novas safras
A comercialização de soja e derivados nos mercados internacional e doméstico esteve relativamente lenta na semana passada, segundo pesquisas do Cepea. No mercado externo, a preocupação com o clima na Argentina e os baixos estoques mundiais influenciaram os preços. No Brasil, conforme levantamentos do Cepea, produtores estão atentos ao desenvolvimento das lavouras e à colheita em algumas regiões. De modo geral, compradores aguardam o avanço dos trabalhos, na expectativa de possíveis quedas nos preços por conta do aumento da oferta. Já vendedores estão à espera de definição de produtividade desta safra, para analisar a disponibilidade total do produto e, então, negociar. Quanto aos preços, entre 14 e 21 de janeiro, o Indicador CEPEA/ESALQ (média de cinco regiões do Paraná) caiu 0,28%, fechando em R$ 50,08/sc de 60 kg na sexta-feira, 21. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa para o produto transferido no porto de Paranaguá teve baixa de 0,96% em sete dias, finalizando a R$ 51,50/sc de 60 kg. O Clima do Maranhão na safra 2010/2011
Agricultores do sul do Maranhão estão contentes com o desenvolvimento das lavouras de soja. Depois de um período de estiagem, que prejudicou algumas plantações, está chovendo com mais regularidade e a expectativa é de uma boa safra.A chuva deixa a terra úmida e os produtores aliviados com o tempo bom para as lavouras de soja no cerrado maranhense.
Seu Raimundo Costa semeou mil hectares em São Domingos do Azeitão, região centro-sul do estado. “Antes a soja estava aflorando e estava perdendo a flor porque estava faltando chuva. Agora está muito bom”, comentou o agricultor.
Seu Dorival Anziliero também estava preocupado com as lavouras que ocupam 1200 hectares no cerrado. “O tempo deu uma pequena estiagem, suspendemos o plantio, depois voltamos a plantar e correu tudo normal e hoje a lavoura está bem formada”.
Um veranico logo na formação das lavouras obrigou a maioria dos agricultores no sul do Maranhão a refazer o plantio. Ainda assim, o rendimento das lavouras deve crescer 15% este ano e a safra deve passar de um milhão e meio de toneladas.
Os agricultores maranhenses semearam 527 mil hectares, área 5% maior, segundo dados da Conab, a Companhia Nacional de Abastecimento.
Erivaldo Ferreira é gerente em uma fazenda também no município de São Domingos do Azeitão. Ele cuida de uma lavoura com 1150 hectares, 150 hectares a mais que no ano passado, e está animado com a chance de colher uma boa safra de soja. “A expectativa da gente é sempre a melhor. Se colhermos o que colhemos o ano passado está muito bom, em torno de 55 sacas por hectare, o que para a região é um bom rendimento”.
Esta matéria foi feita pela Rede Globo e apresentada no Globo Rural no dia 19/01/11. (acesse o site do globo rural e assista ao vídeo)
A Logística começa a ser um Gargalo no avanço da Agricultura do Maranhão

Arlindo Fucina, Gaúcho de Palmeira das Missões é hoje um preocupado produtor no Maranhão.
Vai colher 18 mil toneladas de soja, um recorde preocupante. Quanto vai custar o transporte de tudo isso para o porto? Fucina avalia que gastará US$ 2 por saca. A precária logística maranhense lhe custará US$ 600 mil. É um custo alto, quase 10% do valor atual da saca. É o custo real da ineficiência logística do país.
"Com US$ 2 a mais por saco de soja, reduziria a dependência financeira que tenho das tradings, poderia fazer investimento na fazenda, abrir mais áreas de produção. É só me devolver esses US$ 2 para ver o que eu poderia fazer", diz.
Idone Luiz Grolli, produtor de uma área de 2.600 hectares também em Balsas, estima em US$ 200 mil o corte de renda da safra 2009/2010 em decorrência do custo de transporte para os portos. A produção é negociada com as tradings (Bunge, Cargill), que descontam do produtor o custo logístico. "Quanto mais renda na mão do produtor, menor a dependência financeira, menor o custo financeiro, menor a pressa de vender quando o preço está ruim", diz.
O custo de US$ 75 por tonelada, tanto para o transporte ferroviário como para o rodoviário, é pesado demais para uma região a cerca de 800 km do que todos afirmam ser a melhor saída para o agronegócio.
Com a colheitadeira no campo, Deone Sandri abriu a safra do Nordeste brasileiro. A boa produção exige bom transporte. E aí... "Tivemos problemas em 2009. Perdemos 5% da produção devido aos congestionamentos nos portos", diz.
Como Fucina, a agricultura arremessa terra ao alto para que o país perceba como está o setor que responde por 42% das exportações nacionais.
Fonte: Jornal Folha de São Paulo, Aprosoja e Site: noticiasagricolas.com.br
Vai colher 18 mil toneladas de soja, um recorde preocupante. Quanto vai custar o transporte de tudo isso para o porto? Fucina avalia que gastará US$ 2 por saca. A precária logística maranhense lhe custará US$ 600 mil. É um custo alto, quase 10% do valor atual da saca. É o custo real da ineficiência logística do país.
"Com US$ 2 a mais por saco de soja, reduziria a dependência financeira que tenho das tradings, poderia fazer investimento na fazenda, abrir mais áreas de produção. É só me devolver esses US$ 2 para ver o que eu poderia fazer", diz.
Idone Luiz Grolli, produtor de uma área de 2.600 hectares também em Balsas, estima em US$ 200 mil o corte de renda da safra 2009/2010 em decorrência do custo de transporte para os portos. A produção é negociada com as tradings (Bunge, Cargill), que descontam do produtor o custo logístico. "Quanto mais renda na mão do produtor, menor a dependência financeira, menor o custo financeiro, menor a pressa de vender quando o preço está ruim", diz.
O custo de US$ 75 por tonelada, tanto para o transporte ferroviário como para o rodoviário, é pesado demais para uma região a cerca de 800 km do que todos afirmam ser a melhor saída para o agronegócio.
Com a colheitadeira no campo, Deone Sandri abriu a safra do Nordeste brasileiro. A boa produção exige bom transporte. E aí... "Tivemos problemas em 2009. Perdemos 5% da produção devido aos congestionamentos nos portos", diz.
Como Fucina, a agricultura arremessa terra ao alto para que o país perceba como está o setor que responde por 42% das exportações nacionais.
Fonte: Jornal Folha de São Paulo, Aprosoja e Site: noticiasagricolas.com.br
Vendo uma Fazenda na Região de Chapadinha - MA

Vendo uma Fazenda de 4.775 hectares.Destes, 1.000 hectares já é área velha de cultivo de soja e já está corrigido e calcareado. Outros 800 hectares já estão desmatados e no ponto de enleirar.
A Fazenda já é toda Geo-referenciada e sua documentação está toda em dia.
Tem Casa Boa e nova, Galpão de 2.644 m2, Dois Silos Verticais, Secador, Elevador, Moega, Balança Rodoviária, Pré-Limpesa, Energia Elétrica Tri-fásica, Poço Artesiano e ainda tem linha telefônica.
Trata-se de uma ótima oportunidade de investimento numa região em franco crescimento agrícola.
Preço: R$ 2.750,00 por hectare
Contato: 99-3541-8051 ou 99-8839-8051 - Falar com Pires
Vende-se uma Fazenda de 9.627 hectares
Trata-se de uma área de 9.627 hectares de Cerrado com vocação para Compensação de Reserva Legal ou instalação de projeto de Sequestro e Crédito de Carbono.
Fica localizada ao lado do parque Estadual do Mirador, à 21 km da BR-230 pertencente ao município de Mirador - MA.
Já foi feito um levantamento para CREDITO DE REPOSIÇÃO FLORESTAL onde se constatou o seu potencial de 385.080m³ de acordo com tabela da Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Maranhão.
A área já é toda Georeferenciada e sua documentação está em dia.
Não há benfeitorias na propriedade já que como mensionado trata-se de uma área com vocação para preservação (Reserva Ecológica) e não para implantação de projeto agropecuário.
Preço por hectare: R$300,00
Contato: 99-3541-8051 ou 99-8839-8051 falar com Pires
Fica localizada ao lado do parque Estadual do Mirador, à 21 km da BR-230 pertencente ao município de Mirador - MA.
Já foi feito um levantamento para CREDITO DE REPOSIÇÃO FLORESTAL onde se constatou o seu potencial de 385.080m³ de acordo com tabela da Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Maranhão.
A área já é toda Georeferenciada e sua documentação está em dia.
Não há benfeitorias na propriedade já que como mensionado trata-se de uma área com vocação para preservação (Reserva Ecológica) e não para implantação de projeto agropecuário.
Preço por hectare: R$300,00
Contato: 99-3541-8051 ou 99-8839-8051 falar com Pires
Produção de grãos deve ultrapassar as 149 milhões de toneladas
A safra nacional de grãos do ciclo 2010/2011 deve chegar a 149,4 milhões de toneladas, com um aumento recorde de 0,1% ou cerca de 212 mil t sobre a safra passada (149,2 milhões de t). Com relação ao último levantamento, realizado em dezembro, a produção cresceu 0,22% ou o equivalente a 329,6 toneladas.Uma das razões da evolução foi o ajuste de área do arroz e da melhoria de produtividade do milho 1ª safra e do trigo no Rio Grande do Sul. A previsão, no entanto, está condicionada à ocorrência de clima favorável para essas culturas e outras, como o algodão, a soja, o milho 2ª safra e o feijão.
Os números são do quarto levantamento realizado pela Conab no mês passado e divulgado nesta quinta-feira (6). A área destinada ao cultivo deve atingir 48 milhões de hectares, com 1,3% a mais que a cultivada no período anterior.
O algodão tem, em termos percentuais, o maior crescimento no volume de área, com 55,2% a mais que a safra passada, podendo atingir 1,8 milhão de toneladas de pluma ou seja, 640 mil t a mais que última safra, que foi de 1,2 milhão de t. O arroz deve crescer 8,3% (967,3 mil t) sobre o último ciclo, podendo alcançar 12,63 milhões de t, mesmo com uma retração na área de 0,7%. Já para o milho 1ª safra, prevê-se uma situação diferente, com uma queda de produção de 7,5%, podendo atingir 31,5 milhões de t, contra as 34 milhões de t da safra passada.
A área semeada com soja atingiu 24 milhões de hectares, com uma previsão de colheita de 68,6 milhões de toneladas e um crescimento de 0,2% sobre o último ciclo. O produto começou a ser colhido agora no Mato Grosso, com uma estimativa de boa produtividade. Nos demais estados, predomina o desenvolvimento vegetativo.
A pesquisa foi realizada por 51 técnicos, no período de 13 a 16 de dezembro, quando foram ouvidos representantes de cooperativas e sindicatos rurais, de órgãos públicos e privados nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além de parte das regiões Norte e Nordeste.
(Raimundo Estevam)
LEILÃO DE VENDA: Conab realiza leilão de venda de milho
A Conab vai realizar nesta quarta-feira (05) leilão de venda de milho. Os três avisos de venda foram publicados ainda no mês de dezembro. No total serão comercializadas 267.672 toneladas para os estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rondônia, São Paulo e Rio Grande do Sul. O leilão será realizado a partir das 9h e o preço inicial de venda para o RS é de R$ 25,50 a saca de 60 quilos.No Rio Grande do Sul estão sendo vendidas 13.468 toneladas. O milho gaúcho está estocado nos municípios de Cruz Alta, Doutor Maurício Cardoso, Erechim, Passo Fundo, Estrela e Pinhal da Serra. Podem participar do leilão todos os interessados em adquirir o produto.
Os interessados em participar do leilão de venda de milho podem entrar em contato com a Soja Pires Corretora pelo telefone (99) 3541-8051 ou (99) 8839-8051, ou pelo e-mail sojapires@hotmail.com
Engenheiro Agrônomo Disponível para o Mercado de Trabalho
O Eng. Agronomo Carlos Eduardo Pires está em busca de oportunidade de trabalho em Fazenda de produção de grãos ou em Empresa de Insumos Agrícolas. O mesmo tem vasta experiência em tratos culturais de lavouras de soja, milho, sorgo, arroz, etc...Carlos Eduardo tem 27 anos, é natural de Londrina-PR e se formou na Universidade Federal de Viçosa - MG. Ele já trabalhou em empresas como: Aprosoja, Cooperativa Integrada, Fazenda e além disso já fez alguns trabalhos para a Embrapa Soja relacionados à Fitopatologia.
Apesar de jovem, Carlos Eduardo tem um ótimo senso de liderança e também espírito de trabalho em equipe e é por isso que o nós do Site "Agricultura no Maranhão" indicamos este profissional que tem um ótimo perfil e disponibilidade imediata para aprender e assumir novos desafios.
Contato: (43) 3337-0578 ou (43) 9994-0321
e-mail: frighettoeduardo@hotmail.com
Perspectivas de Mercado da Soja
Desde que a safra de grãos 2010 começou em Balsas - MA, em meados de fevereiro, temos assistido uma sucessiva queda nos preços das principais comodites, oque é natural, afinal, quando a oferta passa a ser maior que a procura, a tendência é a queda natural dos preços.Vale lembrar que me refiro tanto aos preços de exportações de grãos, quanto aos preços praticados no mercado interno. Pois bem, oque observei ao longo dos cinco últimos anos em que tenho participado ativamente deste mercado de grãos no Sul do Maranhão é que de Fevereiro a Junho os preços das comodites, soja e milho caem vertiginosamente e o motivo já mencionei acima (a lei da oferta x procura), no entanto, percebemos que dos meses de julho a janeiro a alta dos preços de grãos ocorre quase que diariamente.
Um exemplo disso é a Soja, que em janeiro deste ano atingiu em seu pico máximo o preço de R$ 53,00 por saca em Balsas – MA, já em fevereiro quando a safra começava, vimos o preço cair na primeira semana para R$ 50,00, no dia 15 de fevereiro compramos soja a R$ 49,00, no dia 01 de março os preço médio praticado já era de R$ 40,00 e pra encurtar a conversa, afirmo que em 25 de março de 2010, no augi da colheita, o preço da Soja já estava em R$ 30,00 por saca.
Pois bem, é impressionante o dinamismo do mercado de grãos que embora quem dita as “regras” seja a Bolsa de Chicago nos EUA (CBOT), o mercado interno também influencia nos preços praticados pela soja aqui do Nordeste, afinal, o consumo de grãos no Nordeste é muito grande se comparado à sua capacidade de produção, que diga-se de passagem que é bem limitada em função da falta de clima e de solo apropriado.
Todos nós que trabalhamos no mercado de grãos sabemos que os preços das comodites se dão por: CBOT + Premio, ou seja, nada mais é do que a lei da oferta e da procura, pois, tudo influencia para a formação do preço: a qualidade do produto, a quantidade do lote, as expectativas da safra nacional, as expectativas da safra internacional (não só dos EUA, mas mundial), a logística, a distancia de onde está o produto em relação ao seu destino final, em fim, tem toda uma cadeia complexa que estabelece o preço final do produto praticado dia a dia e talvez seja por este motivo que os preços variam tanto a cada semana e é aí que agente enxerga claramente os resultados de uma coisa fantástica chamada GLOBALISAÇÃO (todas as informações disponíveis a todas as pessoas do mundo inteiro ao mesmo tempo).
Para concluir, exemplifico mais uma vez com a soja, que já estamos assistindo a sua alta no mercado mostrando os preços praticados hoje (31 de agosto) é de média de R$ 42,00 por saca e na minha visão eu não tenho dúvidas de que pela escassez de soja disponível deste ano os preços chegarão a R$ 50,00 por saca antes do final do mês de dezembro.
Já para o ano de 2011, prefiro esperar mais um pouco antes de arriscar as minhas previsões.
Autor: Claudeir Pires – (sojapires@hotmail.com)
A Corretora SOJA PIRES se consolida no Nordeste Brasileiro
A Soja Pires Ltda se destaca na comercialização de Milho, Soja, Milheto e Sorgo, fornecendo estas matérias-prima para fábricas de rações, aviários, granjas, indústrias de bio-diesel e revendedores de milho ensacado.Sediada na cidade de Balsas - MA (polo de produção de grãos) a empresa fornece grãos para os estados: Ceará, Pernambuco, Piauí, Maranhão, Tocantins, Rio Grande do Norte e Paraíba.
Além de vender grãos, a corretora Soja Pires se responsabiliza pelo transporte e entrega dos seus produtos em seu destino final, assegurando assim a qualidade dos seus produtos e a satisfação dos seus clientes.
Portanto, precisou de Soja, Milho ou qualquer outro cereal em grão, ligue para a Soja Pires Corretora de Grãos e consulte os preços CIF ou FOB.
Contato: (99) 3541-8051 ou (99) 8839-8051
e-mail: sojapires@hotmail.com
Transgênicos são bons para o agricultor e o ambiente, diz estudo nos EUA
Relatório científico alerta, porém, para o crescimento da resistência de pragas a herbicidasCulturas geneticamente modificadas são lucrativas para os fazendeiros e podem ajudar a proteger o meio ambiente e as pessoas de uma overdose de pesticidas, disse um comitê de especialistas nessa terça-feira, 13.Mas existe o risco de que as pragas estejam desenvolvendo resistência ao Roundup, o herbicida usado para tratar campos cultivados com um certo tipo de planta transgênica, acrescentaram os pesquisadores.E a tecnologia da modificação genética não está sendo explorada o suficiente, em vista dos benefícios potenciais que possui, acrescenta o comitê do Conselho nacional de Pesquisa dos EUA."Estamos vendo evidências sólidas de que a resistência das pragas ao glifosfato está aumentando. Isso requer atenção séria", disse David Ervin, da Universidade Estadual do Oregon em Portland, que presidiu o comitê.Glifosfato é o principal ingrediente do herbicida Roundup, da Monsanto.A empresa criou várias culturas geneticamente modificadas para resistir ao efeito do produto que, segundo Ervin, substituiu agrotóxicos mais perigosos para a saúde humana.Nove pragas nos EUA desenvolveram resistência ao glifosfato em áreas onde culturas transgênicas são plantadas, em comparação com sete em áreas onde a modificação genética não é usada."Fazendeiros que adotaram culturas geneticamente modificadas têm experimentado custos de produção mais baixos e obtido produção maior, em muitos casos graças a um controle de pragas mais eficiente e perdas menores para insetos", diz o relatório do Conselho, que faz parte das Academias Nacionais de Ciência que aconselham o governo federal."Fazendeiros e seus empregados não apenas enfrentam uma exposição reduzida aos produtos químicos nocivos presentes em alguns herbicidas e inseticidas que eram usados antes da introdução das lavouras geneticamente modificadas, como passam menos tempo nos campos aplicando pesticidas".Ervin disse que o comitê não avaliou as questões de saúde ou segurança, que foram cobertas em relatórios anteriores. "Tentamos navegar pelo meio. Não quisemos ser pró ou contra", disse ele.O uso de culturas geneticamente modificadas para resistir a pesticidas também permite que os agricultores dependam menos de práticas que empobrecem o solo e causam erosão, afirma o relatório.Até agora, os genes que produzem resistência a pesticidas ainda não foram assimilados por plantas silvestres nos Estados Unidos, o que poderia criar superpragas, afirma o relatório, lembrando, porém, que o risco permanece.BRASILNo Brasil, o plantio e comercialização de variedades transgênicas depende da aprovação de órgãos do governo federal - a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e o Conselho Nacional de Biossegurança.O uso desse tipo de planta é duramente criticado por ambientalistas, que temem o impacto ecológico das variedades modificadas e alertam para as incertezas quanto ao impacto das plantas transgênicas na saúde humana, muito embora não exista confirmação de efeitos nocivos.No Brasil, produtos que contêm uma proporção de transgênicos superior a 1% devem apresentar um selo especial, para informação do consumidor.
Analistas acreditam em queda nos preços dos fertilizantes No primeiro trimestre de 2010, os produtos a base de nitrogênio subiram cerca de 30%

O preço do fertilizante, que subiu no início desse ano, deve voltar a cair e se manter abaixo dos valores praticados no ano passado. É o que esperam consultores de mercado. Na revenda onde o produtor faz as compras, o adubo subiu 24% de dezembro de 2009 a março desse ano. Os gastos com fertilizantes costumam ser maiores no caso da laranja, comparados com os grãos. Segundo os citricultores, além do adubo no solo, também precisam ser feitas várias aplicações de adubos foliares ao longo do ano. E quem vende laranja de mesa acaba gastando ainda mais, já que o fruto tem que chegar ao mercado quase perfeito.
De acordo com a Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (AMA Brasil), no primeiro trimestre de 2010, os produtos a base de nitrogênio subiram cerca de 30%. Nos que levam fósforo, a alta no preço chegou a 50%. Apenas os fertilizantes a base de potássio ficaram estáveis. O diretor da AMA Brasil, Eduardo Florence, afirma que a explicação está no mercado internacional. Com as safras maiores, a demanda por adubo aumentou principalmente no hemisfério norte.
– Houve no mundo todo uma retomada, um certo aquecimento da economia na Ásia, nos EUA, no mundo todo.
Mas essa alta de preços não deve durar muito tempo, avalia o consultor de mercado da Agroconsult, Cleber Vieira. Ele sugere que o produtor brasileiro espere pelo menos até junho para fazer as compras.
– A tendência é de queda a partir do momento que o plantio de encerra no hemisfério norte. A nossa expectativa é que em 2010 a média dos preços fique inferior ao que foi observado em 2009.
De acordo com a Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (AMA Brasil), no primeiro trimestre de 2010, os produtos a base de nitrogênio subiram cerca de 30%. Nos que levam fósforo, a alta no preço chegou a 50%. Apenas os fertilizantes a base de potássio ficaram estáveis. O diretor da AMA Brasil, Eduardo Florence, afirma que a explicação está no mercado internacional. Com as safras maiores, a demanda por adubo aumentou principalmente no hemisfério norte.
– Houve no mundo todo uma retomada, um certo aquecimento da economia na Ásia, nos EUA, no mundo todo.
Mas essa alta de preços não deve durar muito tempo, avalia o consultor de mercado da Agroconsult, Cleber Vieira. Ele sugere que o produtor brasileiro espere pelo menos até junho para fazer as compras.
– A tendência é de queda a partir do momento que o plantio de encerra no hemisfério norte. A nossa expectativa é que em 2010 a média dos preços fique inferior ao que foi observado em 2009.
Políticas Públicas Promovem o uso Sustentável do Solo
“O Dia Nacional da Conservação do Solo representa mais uma oportunidade de reflexão da sociedade e governo sobre a importância de aperfeiçoar instrumentos de políticas públicas para aumentar a produtividade do solo e a competitividade do agronegócio”. A afirmação é do chefe de divisão de Agricultura Conservacionista do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Maurício Carvalho, que participou de simpósio sobre o tema, nesta quinta-feira (15), em Brasília.O planejamento de uso da terra e a adoção de tecnologias sustentáveis, adaptadas à realidade local, são indispensáveis para prevenir e reverter impactos negativos da atividade agropecuária inadequada. “Com o objetivo de viabilizar melhor uso, manejo e conservação do solo, o Mapa vem apoiando iniciativas, por meio de parcerias institucionais e financiamentos para a adoção de práticas conservacionistas, recuperação de pastagens, calagem e fertilização do solo”, explica.Segundo Maurício Carvalho, uma das técnicas agrícolas mais eficientes na conservação do solo é o Plantio Direto na Palha, que aumenta a produtividade, reduz gastos com combustível e protege o meio ambiente. “Esse sistema, revolucionário na agricultura, dispensa revolvimento do solo com o uso de grades e arados, trabalha com rotações de culturas e aumenta a matéria orgânica”, ressalta. O Programa de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta também foi citado, durante o evento, como estratégia para recuperação de solos e diversificação de renda do produtor rural.O Dia Nacional da Conservação do Solo é comemorado há 20 anos. O Mapa instituiu a data, por meio de Lei Federal, com o objetivo de promover debates, palestras e dias de campo para discutir o tema e conscientizar a sociedade quanto ao uso sustentável do solo.Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Plantio Direto e Rotação de Cultura com a Cara do Brasil
Em 1985, dez anos depois de criada a Embrapa Soja, o engenheiro agrônomo Celso de Almeida Gaudêncio colocou em prática uma pesquisa desenvolvida em Londrina que deixava os agricultores receosos: plantar sobre a palhada da lavoura anterior que, por sua vez, havia sido cultivada dentro de um sistema de rotatividade de lavouras. O medo de que o resto da colheita poderia infestar o plantio seguinte com insetos e ervas daninhas caiu por terra com o passar das safras e mostrou que os benefícios são muitos, a começar com o aumento médio comprovado de dez por cento na produtividade.Passados 25 anos, pesquisadores da Embrapa, juntamente com o já aposentado Gaudêncio, seguem divulgando as técnicas, amparados em novos argumentos: as práticas ajudam na preservação ambiental, no controle natural de pragas, na prevenção à compactação e à erosão do solo, na redução de custos e principalmente na continuidade produtiva da propriedade. ''O plantio direto foi o primeiro passo e a rotação de cultura deu sequência a um trabalho desenvolvido ao longo dos anos e que hoje se tornou hábito nas lavouras brasileiras'', diz o pesquisador Júlio Cezar Franchini. Junto com o engenheiro agrônomo Henrique Debiasi, ele dá continuidade ao trabalho que Gaudêncio desenvolveu na Embrapa em parceria pioneira com a Cooperativa Coamo, na área de manejo de solo e fertilidade.
Segundo Franchini, a principal dificuldade atual é manter a qualidade e a eficiência do sistema de manejo. A pressão do mercado faz com que os agricultores façam a rotação de cultura apenas com soja e milho safrinha, deixando de lado opções de cobertura verde como aveia e azevém. O pesquisador também reclama do ''abandono'' do milho de verão, considerado ótima opção e que, segundo pesquisas, ampliam a produção da soja quando esta volta ao circuito. ''As escolhas atuais do agricultor rendem pouca palhada após a colheita, prejudicando a retenção de água e aumentando o ataque de pragas. Nós tentamos convencê-lo de que variações de cultivares em ambas as estações, podem render até dez sacas a mais de soja por hectare'', explica.
Outro problema identificado por Franchini e Debiasi é a compactação do solo, decorrente da concentração de operações em períodos chuvosos. Nos últimos anos, as colheitas estão cada vez mais concentradas entre janeiro e fevereiro. Além de colher a lavoura e deixar o campo exposto, o uso intensivo de caminhões e tratores sobre o solo úmido piora a situação.
Além de trabalhar na conscientização dos agricultores sobre estes problemas, a Embrapa também vem ampliando ao longo dos anos a estrutura do sistema com experimentos positivos na integração lavoura e pecuária, principalmente nas regiões norte e noroeste do Paraná. A idéia é simples: ao usar cobertura verde garante a proteção e recomposição do solo e ainda oferece alimentação para o gado. ''Levantamentos mostram que o risco de investimento na agricultura chega a 60%, enquanto que na pecuária, é de 40%. Ao juntar as atividades na propriedade, o risco cai para 25%. Os números são tão positivos que iniciamos, em 2006, experimentos com forrageiras tropicais'', diz Franchini, referindo-se ao consórcio entre braquiárias e milho safrinha. Na região entre Maringá e Cianorte, mais de 40 mil hectares já adotaram o consórcio.
Para o futuro, o sistema ideal será o consórcio lavoura-pecuária-floresta, já que o valor da madeira tem aumentado a cada ano no mercado. ''O Paraná sempre foi destaque nacional no desenvolvimento de sistemas de manejo. Um trabalho que começou lá atrás, com o Celso Gaudêncio, e que agora segue com parcerias entre Embrapa, Iapar, universidades, cooperativas e técnicos da Emater'', informa Franchini.
Fonte: www.agropecuarianoms.blogspot.com
Preço agrícola acumula alta de 0,94% em 12 meses,diz FGV

De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), os preços dos produtos agrícolas no atacado acumulam aumentos de 3,50% no ano e de 0,94% em 12 meses. Já os preços dos produtos industriais registraram taxas positivas de 2,69% no ano e de 0,74% em 12 meses.
O IPA-DI acumula altas de 2,88% no ano e de 0,79% em 12 meses até março, informou a FGV. Nesta quinta, dia 8, a instituição anunciou o IGP-DI do mês passado - sendo que o IPA-DI representa 60% do total do IGP-DI.
Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais apresentaram aumentos de 3,76% no ano e de 3,99% em 12 meses. Por sua vez, os preços dos bens intermediários tiveram elevações de 3,25% no ano e de 0,43% em 12 meses. Já os preços das matérias-primas brutas acumulam alta de 0,99% no ano, mas ainda registram queda de 3,05% em 12 meses.
Ao comentar o cenário da inflação no mês de março, a FGV também revelou a análise de preços por produtos. As mais expressivas altas de preço foram registradas em tomate (71,71%); leite in natura (8,39%); e feijão em grão (26,04%). Já as mais significativas quedas de preço, no atacado em março, foram registradas nos preços de soja em grão (-5,93%); álcool etílico anidro (-13,73%); e farelo de soja (-16,87%).
Fonte; fundacao Gertulio Vargas (FGV)
O IPA-DI acumula altas de 2,88% no ano e de 0,79% em 12 meses até março, informou a FGV. Nesta quinta, dia 8, a instituição anunciou o IGP-DI do mês passado - sendo que o IPA-DI representa 60% do total do IGP-DI.
Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais apresentaram aumentos de 3,76% no ano e de 3,99% em 12 meses. Por sua vez, os preços dos bens intermediários tiveram elevações de 3,25% no ano e de 0,43% em 12 meses. Já os preços das matérias-primas brutas acumulam alta de 0,99% no ano, mas ainda registram queda de 3,05% em 12 meses.
Ao comentar o cenário da inflação no mês de março, a FGV também revelou a análise de preços por produtos. As mais expressivas altas de preço foram registradas em tomate (71,71%); leite in natura (8,39%); e feijão em grão (26,04%). Já as mais significativas quedas de preço, no atacado em março, foram registradas nos preços de soja em grão (-5,93%); álcool etílico anidro (-13,73%); e farelo de soja (-16,87%).
Fonte; fundacao Gertulio Vargas (FGV)
EUA começa a cumprir acordo firmado com o Brasil

O governo Barack Obama ignorou as reclamações do Congresso dos Estados Unidos e começou a cumprir o acordo com o Brasil. A partir desta quinta, dia 8, estão suspensos os pagamentos do programa de garantia de crédito à exportação agrícola previstos para este ano. Nesta quarta, 7, senadores americanos afirmaram que mudanças nos subsídios só poderiam ocorrer em 2012.
O Departamento de Agricultura dos EUA informou que os produtores teriam até o meio-dia desta quinta para garantir empréstimos nas condições atuais. Segundo comunicado do órgão, os recursos voltarão a ser oferecidos, mas com novos juros. Dos US$ 5,5 bilhões previstos para 2010, os EUA liberaram US$ 2,8 bilhões até o início da semana.
É a primeira medida concreta dos americanos para modificar os subsídios após o acordo selado com o Brasil na segunda, dia 5. Os EUA se comprometeram a suspender o programa enquanto negociam com os brasileiros juros menores e prazos mais curtos para o financiamento da exportação agrícola.
Se realmente mudarem o programa, os americanos vão desestimular a exportação, o pode elevar as vendas brasileiras de algodão, soja, carne de frango e carne suína - produtos em que o Brasil concorre com os EUA no mercado. O programa de garantia à exportação vale para todas as commodities agrícolas.
— O Congresso estava ameaçando, mas os americanos fizeram o que haviam prometido — disse Pedro de Camargo Neto, ex-secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e mentor do painel do algodão.
O governo brasileiro adiou para 22 de abril a retaliação contra produtos americanos. Se tudo caminhar bem, mais 60 dias serão concedidos para chegar a um acordo definitivo. A Organização Mundial do Comércio (OMC) autorizou o Brasil a retaliar, depois que os EUA se recusaram a tirar os subsídios considerados ilegais pelo órgão em um processo vencido pelo país. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
O Departamento de Agricultura dos EUA informou que os produtores teriam até o meio-dia desta quinta para garantir empréstimos nas condições atuais. Segundo comunicado do órgão, os recursos voltarão a ser oferecidos, mas com novos juros. Dos US$ 5,5 bilhões previstos para 2010, os EUA liberaram US$ 2,8 bilhões até o início da semana.
É a primeira medida concreta dos americanos para modificar os subsídios após o acordo selado com o Brasil na segunda, dia 5. Os EUA se comprometeram a suspender o programa enquanto negociam com os brasileiros juros menores e prazos mais curtos para o financiamento da exportação agrícola.
Se realmente mudarem o programa, os americanos vão desestimular a exportação, o pode elevar as vendas brasileiras de algodão, soja, carne de frango e carne suína - produtos em que o Brasil concorre com os EUA no mercado. O programa de garantia à exportação vale para todas as commodities agrícolas.
— O Congresso estava ameaçando, mas os americanos fizeram o que haviam prometido — disse Pedro de Camargo Neto, ex-secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e mentor do painel do algodão.
O governo brasileiro adiou para 22 de abril a retaliação contra produtos americanos. Se tudo caminhar bem, mais 60 dias serão concedidos para chegar a um acordo definitivo. A Organização Mundial do Comércio (OMC) autorizou o Brasil a retaliar, depois que os EUA se recusaram a tirar os subsídios considerados ilegais pelo órgão em um processo vencido pelo país. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Oportunidade de Negócio
Surge aqui uma ótima oportunidade de investimento em um negócio Rentável e Lucrativo.Trata-se da Comercialização de Soja e Milho.
A empresa SOJAPIRES - Corretora de Grãos está buscando um parceiro para o seu fortalecimento de capital e aumentar a sua participação no mercado da comercialização soja e milho. Hoje a Empresa atua comprando grãos dos agricultores da região sul do Piaui e do Maranhão e comercializa com Avicultores de todo o Nordeste, traduzindo isto em volumes, a empresa embarca semanalmente cerca de 10 mil sacas de grãos geralmente para os estados do Pernambuco, Ceará e Paraíba.
Estes estados consomem juntos cerca de 1 milhão de sacas de grãos (soja e milho) por semana e há um déficit muito grande de comercializadores destes dois produtos, deixando assim uma lacuna, ou seja, surge ai uma grande oportunidade de negócio.
O forte da empresa SOJAPIRES é o seu conhecimento do negócio, pois já atua a 7 anos comprando soja e milho dos produtores rurais do Piaui e Maranhão e além de sua extensa Carteira de Clientes e fornecedores, a empresa tem um cadastro com quase todos os produtores rurais destes dois estados e também tem em seu banco de dados todos os avicultores do Nordeste.
Assim, fica aqui o convite e a dica desta ótima oportunidade de se associar a uma empresa séria, sólida e lucrativa.
Ass.: Claudeir Pires
Sojapires - Corretora de grãos
Rua Santo Amaro, 53A - Bairro Santo Amaro
Balsas - MA
Contato: 99-3541-8051 ou 99-8839-8051
e-mail: sojapires@hotmail.com
Será que voce não é um "Sr. Oliveira" ?

O Sr. Oliveira é um homem comum. É um pai de família. Habita uma região metropolitana que poderia ser São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte ou Recife ou alguma outra grande cidade. Tem um emprego em uma instituição financeira, ou em uma revendedora de peças por exemplo. Pertence àquela classe média ligeira, que além de trabalhar 4 meses por ano de graça para o governo esforça-se para pagar as contas de aluguel, escola, natação e inglês dos filhos, plano de saúde, o guarda da rua e outros pormenores no fim do mês.O Sr. Oliveira levanta-se de manhã e veste-se com roupas de algodão, algodão esse crescido nos campos de Chapadão do Sul, MS e processado em Blumenau, SC. Talvez esteja um pouco frio, e ele use um pulôver de lã de carneiros criados em Pelotas, RS e fabricado em Americana, SP. Calça seus sapatos de couro vindo de bois do Mato Grosso, e fabricados em Novo Hamburgo, RS.
Ele toma café da manhã, com ovos vindos de Bastos, SP, leite de uma cooperativa do Rio de Janeiro, broa de milho colhido em Londrina, PR, um mamão vindo do Espírito Santo, suco de laranja de Araraquara, SP e um cafezinho vindo direto de São Lourenço, MG.Ele lê um jornal, impresso em papel feito de eucalipto crescido em Três Lagoas, MS.
O Sr. Oliveira entra em seu carro, abastecido com álcool de cana de açúcar produzida em Piracicaba, SP, com pneus de borracha saída dos seringais de São José do Rio Preto, SP.
Enquanto ele vai ao trabalho, a Sra. Oliveira vai às compras nos supermercados do bairro, sempre pesquisando os melhores preços das frutas, das verduras e da carne para não apertar o orçamento familiar.No almoço, o Sr. Oliveira come um filé de frango criado no Paraná, alimentado com soja de Goiás e milho do Mato Grosso, com molho de tomate de Goiás. Tem arroz do Rio Grande do Sul, feijão dos pivôs do oeste baiano. Tem salada das hortas de Mogi das Cruzes, SP. Suco de uvas do Vale do São Francisco e de sobremesa goiabada feita com goiabas de Valinhos, SP e açúcar de Ribeirão Preto, SP, e queijo de Uberlândia, MG. Outro cafezinho dessa vez da Bahia.Hoje a noite é de comemoração. Sua empresa fez um corte de pessoal mas felizmente o Sr. Oliveira manteve o emprego. Ele leva a esposa jantar fora. Vinho do Vale dos Vinhedos gaúcho. Presuntos e frios de porco criado em Santa Catarina, alimentado com soja paranaense, filet mignon de bois criados no Sul do Pará. Chocolate produzido com cacau do sul da Bahia. E outro café de Minas, adoçado com açúcar pernambucano.O Sr. Oliveira é um homem razoavelmente informado e inteligente. No dia seguinte ele lerá os jornais novamente. Pelos jornais ele ficará sabendo que há conflitos em terras indígenas recentemente demarcadas e fazendeiros cujas famílias foram incentivadas a ocupar aquelas terras há décadas atrás. Pelos jornais ele ficará sabendo que a pecuária é a maior poluidora do país (embora ele mesmo tenha o sonho de um dia abandonar a cidade poluída e viver no campo por uma qualidade de vida melhor). Pelos jornais ele tem notícias de invasões de terras, de conflitos agrários, de saques e estradas bloqueadas (o Sr. Oliveira é a favor da reforma agrária, embora repudie a violência). Pelos jornais ele toma conhecimento de ações do Ministério Público contra empresas do agronegócio (ele não entende que mal há em empresas que ganham dinheiro). Pelos jornais ele acha que a Amazônia está sendo desmatada por plantadores de soja e criadores de boi.Mas o Sr. Oliveira pensa que isso não tem nada a ver com ele.Pois eu gostaria de agarrá-lo pela orelha, e gritar bem alto, de megafone talvez, não um, nem dez, mas mil megafones que TUDO ISSO É PROBLEMA DELE SIM!Gostaria de lhe dizer que a agropecuária está presente em todos os dias da vida dele.Gostaria de lhe dizer que o agronegócio gera um terço do PIB e dos empregos do país. Gostaria de lhe dizer que quem diz que a pecuária polui mente descaradamente.Gostaria de lhe dizer que o maior desmatador da Amazônia é o INCRA, que com o dinheiro dos impostos dele sustenta assentamentos que não produzem absolutamente nada, condenando uma multidão de miseráveis manipulados por canalhas balizados por uma ideologia assassina à eterna assistência do Estado.Gostaria de lhe dizer que estes mesmos canalhas estão tentando, sob a palatável desculpa dos direitos humanos, acabar com o direito de propriedade, arruinando qualquer futuro para o agronegócio brasileiro.Gostaria de lhe dizer, que os mesmos canalhas querem fechar índios que há 5 séculos estão em contato com brancos em gigantescos zoológicos onde eles estarão condenados à miséria e ao suicídio.Gostaria de lhe dizer que índios são 0,5% da população brasileira e não obstante são donos de 13% do país.Gostaria de lhe dizer que querem transformar 2/3 do país em reservas e parque que estão sendo demarcados sobre importantes reservas minerais e aqüíferos subterrâneos essenciais para o futuro do país.Gostaria de lhe dizer que a agricultura ocupa apenas 7,5% da superfície do país, e que mesmo assim somos os maiores exportadores do mundo de carne, soja, café, açúcar, suco de laranja e inúmeros outros produtos.Gostaria de lhe dizer que podemos dobrar ou triplicar a produção pecuária do país sem derrubar uma árvore sequer.Gostaria de lhe dizer que produtores rurais não são a espécie arrogante e retrógrada que os canalhas dizem que são. São gente que está vivendo em lugares onde você não se animaria a viver, transitando por estradas intransitáveis e mortais, acordando nas madrugadas para ver nascer um animal, rezando para chover na hora de plantar e para parar de chover na hora de colher, com um contato e um conhecimento da natureza muito maior do que o seu. São gente cujos antepassados foram enviados às fronteiras desse país para garantir que esse território fosse nosso, foi gente incentivada a abrir a mata, abrir estradas, plantar e colher, às vezes por causa do governo, às vezes apesar dele.Gostaria enfim de gritar a plenos pulmões, que qualquer problema que afete um produtor rural, uma empresa rural, uma agroindústria É UM PROBLEMA DELE, DO PAÍS E DO MUNDO.Sim, porque no mesmo jornal que o Sr. Oliveira leu, há uma nota de rodapé que diz que há 1 bilhão de pessoas no mundo passando fome.E grito finalmente para o Sr. Oliveira e tantos outros iguais a ele: ABRA OS OLHOS! e desconfie daqueles que querem transformar o agronegócio em uma atividade criminosa.
Oportunidade de Emprego
Fazenda produtora de soja no Maranhão está selecionando profissionais para trabalhar.
Pré-Requisitos: Operador de Máquinas, com no mínimo 4 anos de experiência, que tenha ótimas referências profissionais e pessoais, que entenda de lavouras de soja, milho, arroz, etc..., que entenda de mecânica de tratores, que saiba trabalhar com aplicação de defensivos agrícolas. Que saiba operar colheitadeiras. Pode ser casado, porém que não tenha filhos em idade escolar, pois não há escola próxima da fazenda. Há também possibilidade de a esposa deste profissional trabalhar na fazenda como cozinheira.
Os interessados podem enviar Curriculum para: sojapires@hotmail.com
Salário Inicial: R$ 1.000,00 (operador de máquinas) e Salário mínimo para a esposa trabalhar como cozinheira da fazenda.
Ambos com Carteira Assinada
Pré-Requisitos: Operador de Máquinas, com no mínimo 4 anos de experiência, que tenha ótimas referências profissionais e pessoais, que entenda de lavouras de soja, milho, arroz, etc..., que entenda de mecânica de tratores, que saiba trabalhar com aplicação de defensivos agrícolas. Que saiba operar colheitadeiras. Pode ser casado, porém que não tenha filhos em idade escolar, pois não há escola próxima da fazenda. Há também possibilidade de a esposa deste profissional trabalhar na fazenda como cozinheira.
Os interessados podem enviar Curriculum para: sojapires@hotmail.com
Salário Inicial: R$ 1.000,00 (operador de máquinas) e Salário mínimo para a esposa trabalhar como cozinheira da fazenda.
Ambos com Carteira Assinada
A Crise Econômica Mundial
O Mundo está atravessando uma das maiores Crises Econômicas de todos os tempos, Bolsas em forte queda, mercado de Ações em baixa, empresas, Bancos e Agentes Financiadores em falência, em fim, uma loucura total.O nervosismo econômico chega a ser algo assustador, um dia o dólar fecha em forte queda, no outro ele tem uma reação surpreendente e assim esta tal crise vai se arrastando no mundo da Especulação.
Mas vem a indagação do agricultor: “Em que isto tudo me afeta diretamente?”
Ora, talvez hoje você nem perceba, mas influencia e muito. Para alguns diretamente e para outros indiretamente, pois, os impactos muitas vezes vem em cadeia. A maioria dos insumos agrícolas são precificados em dólar (fertilizantes, agroquímicos, sementes, etc...), e se o dólar sofre alta, automaticamente todos estes produtos são reajustados.
Mas uma coisa temos que ter em mente: “ Com crise ou sem crise, o mundo precisa de alimentos!”
Já está na hora do plantio lá nos EUA, e saiba que muitos dos agricultores de lá estão reduzindo suas áreas de plantio, pois, os agentes financiadores da agricultura Norte Americana estão pulando fora e preferindo não se arriscarem em meio a tantas turbulências, ou seja, se os EUA plantarão menos do que estava previsto isto será muito bom para nós brasileiros, afinal, aqui o Governo está empenhado em liberar recursos para que a Agricultura Brasileira continue forte e competitiva no cenário mundial. Estamos vendo o Lula e o Guido Mantega em todos os seus pronunciamentos dizerem abertamente que não vão faltar recursos para a Agricultura, nem neste ano e nem no próximo.Sendo assim amigo agricultor, o meu conselho é: “Plante que o mundo garante”. Com crise ou sem ela, o mundo precisa de alimentos.
Autor: Claudeir Pires
Colhedor Radical
Acredite, é real. Mas eu não estou publicando esta foto aqui para estimularem os operadores de colheitadeiras a tentarem fazer este tipo de coisa não, ao contrário, fico até pensando na pancada que deve ter dado na máquina quando o cara fêz ela voltar as duas rodas de traz ao chão, deve ter sido uma pancada de empenar tudo, não deve ter sobrado um parafuso apertado.
Mas se quer saber se isso é possível realmente, saiba que sim, é que essas colheitadeiras mais antigas tem suas trazeiras bem leves e ficam mais sujeitas a esse tipo de "acidente" quando se coloca uma plataforma pra colher milho, aí é fatal, basta o operador vir a uma velocidade razoável e dar uma freada brusca. A bruta empina a trazeira mais do que burro novo.
Mas olha lá hein crianças, não tentem fazer isso em casa.
Aqui no Brasil não tem Furacão como nos EUA, mas mesmo assim tem trator tombando por aí.
Olha essa foto do Trator CBT do meu amigo Célio:

Eu nunca ouví dizer que CBT tem frêios. kkkkkkkkkkkkkkk.
Mas ainda bem que o tratorista nada sofreu, o cara foi esperto e pulou fora antes mesmo da capotagem.
Olha oque a Ventania fez em uma Fazenda dos EUA

Um amigo nosso chamado Adilson nos mandou essas fotos de uma Fazenda nos EUA, fiquei impressionado com os estragos, colheitadeiras totalmente destruidas e algumas inutilizáveis, pulverizador retorcido, tratores detonados. Parece até cena de filme de guerra.
Imagino que o prejuizo tenha passado dos U$$10.000.000,00. Ainda bem que aqui na Região Nordeste do Brasil não ocorre este tipo de temporal, se não estaríamos lascados.
Mas fica um aviso aos amigos agricultores, é sempre importante contruir galpões para abrigar as máquinas e protejê-las da ação do sol, das chuvas, da maresia, etc...
Lembre-se, essas máquinas custão caro e investimentos como esses não podem ficar jogados por aí não.
Um abração do amigo Pires..
Calcário Agrícola MSM na Agrobalsa 2008
A Mineração Santa Maria tem a honra de convidar a todos os seus clientes e parceiros comerciais para a Maior Feira do Agronegócio do Maranhão - AGROBALSAS 2008.
Venha visitar o nosso Stand durante a feira que começa no dia 27 e vai até o dia 31 de maio, serão 5 dias de confraternizações, encontros e muitos bons negócios para todos os particiantes do evento.
Venha visitar o nosso Stand durante a feira que começa no dia 27 e vai até o dia 31 de maio, serão 5 dias de confraternizações, encontros e muitos bons negócios para todos os particiantes do evento.Aniversário do Nosso Site!
Hoje este site completa um ano!
São 365 dias de publicações, de visitas, de sugestões, de dicas e de muitas informações e imagens interessantes.
Esperamos que você leitor, esteja gostando e que continuem nos enviando sua sugestões e suas dúvidas.
Parabéns ao nosso Site !
Parabéns à AGRICULTURA NO MARANHÃO!
São 365 dias de publicações, de visitas, de sugestões, de dicas e de muitas informações e imagens interessantes.
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Parabéns ao nosso Site !
Parabéns à AGRICULTURA NO MARANHÃO!
E a colheita começa
No céu azul, poucas nuvens e um sol radiante, no campo, a soja com tom marrom, com poucas ou nenhuma folha, seca, sinaliza: é hora de sair da lavoura e ganhar o mundo. Colheitadeiras e caminhões partem ao encontro do grão, operadores, motoristas, técnicos, todos em um trabalho ritmado, cada um com sua função fazem acontecer o planejado. Os agricultores, que pouco circulam na cidade, mantêm sorrisos soltos e constantes no rosto, pois a terra responde a expectativa, aos esforços e aos cuidados nela depositado.
Assim caminha mais uma colheita em São Domingos do Azeitão - MA. Desde final do mês de março os produtores colhem soja e arroz, futuramente o milho, o qual ganhou espaço maior neste ano devido sinalização favorável no mercado.
O início da colheita foi caracterizado por excesso de chuva, o que dificulta e atrasa, deixando agricultores apreensivos, entretanto desde dia nove de abril o sol tem predominado, conseqüentemente a tarefa do campo segue a todo vapor.
Seja grande ou pequeno produtor, o momento da colheita é o clímax dos trabalhos no campo. Movimenta o comércio, gera trabalho e renda, leva fartura à mesa das famílias. Definitivamente a alegria do produtor é ver armazéns cheios de grão, é colher, de modo satisfatório, o que se plantou.
Em geral durante este momento de colheita a cidade tende a ficar deserta, e os campos lotados. As pessoas se deslocam para lavoura recolhendo o resultado do plantio, o qual garantirá o sustendo até a próxima colheita.
Autora: Rilda Lucia Costa - Administradora em Agronegócios
Fazenda Cajás (São Domingos do Azeitão – MA)
Assim caminha mais uma colheita em São Domingos do Azeitão - MA. Desde final do mês de março os produtores colhem soja e arroz, futuramente o milho, o qual ganhou espaço maior neste ano devido sinalização favorável no mercado.
O início da colheita foi caracterizado por excesso de chuva, o que dificulta e atrasa, deixando agricultores apreensivos, entretanto desde dia nove de abril o sol tem predominado, conseqüentemente a tarefa do campo segue a todo vapor.
Seja grande ou pequeno produtor, o momento da colheita é o clímax dos trabalhos no campo. Movimenta o comércio, gera trabalho e renda, leva fartura à mesa das famílias. Definitivamente a alegria do produtor é ver armazéns cheios de grão, é colher, de modo satisfatório, o que se plantou.
Em geral durante este momento de colheita a cidade tende a ficar deserta, e os campos lotados. As pessoas se deslocam para lavoura recolhendo o resultado do plantio, o qual garantirá o sustendo até a próxima colheita.
Autora: Rilda Lucia Costa - Administradora em Agronegócios
Fazenda Cajás (São Domingos do Azeitão – MA)
Vem aí a AgroBalsas 2008
Vem aí a Maior Feira de Agronegócios do Maranhão.
De 27 a 31 de Maio de 2008.
Serão 5 dias de muitos negócios, encontros e confraternizações entre os produtores rurais e as empresas de Insumos Agrícolas, Máquinas e Implementos, Compradores de Grãos, Avicultores, Agentes Financeiros e muitos outros empreendedores.
Ainda mais neste ano, que as lavouras estão mais bonitas do que nunca aqui no Maranhão e as expectativas são de Safra Record.
Nós estaremos presente com o nosso STAND para receber os nossos amigos e parceiros.
Aprenda um Pouco mais sobre "Agricultura de Precisão"
PROJETO - Agricultura de Precisão
O Projeto AP teve início com a implementação de um projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP, em 1998. Na ocasião foram iniciados estudos que visavam dominar as técnicas e recursos disponíveis ou a serem disponibilizados no mercado brasileiro para Agricultura de Precisão na área de grãos, bem como entender a variabilidade espacial da produtividade das lavouras e dos fatores de produção envolvidos.
As metas iniciais foram amplamente superadas e novos parceiros têm sido envolvidos dando uma proporção ainda maior ao Projeto. Os trabalhos recentes envolvem outras culturas como a cana-de-açúcar, café, citros e florestas implantadas.
Nesse meio tempo, com o envolvimento de estagiários da ESALQ e de outras instituições, foi criado o Grupo de Mecanização e Agricultura de Precisão – gMAP que tem como função dar apoio às atividades do Projeto AP. Também, com o incentivo da USP e do CNPq foi implementado o Grupo de Pesquisa em Agricultura de Precisão, que envolve também parceiros e colegas de outras instituições.
As atividades de pesquisa relacionadas à Agricultura de Precisão geraram, dentre outros, a oferta de uma disciplina optativa para alunos de graduação (LER 447 – Agricultura de Precisão) e uma disciplina para a Pós-graduação (LER 5857 – Agricultura de Precisão). Também são oferecidos treinamentos como a Jornada de Atualização em Agricultura de Precisão, dirigida a profissionais da área e a Oficina de Aplicações de GPS de Navegação na Agricultura. Outro produto disponibilizado é o programa para análise de dados de ensaios de distribuição transversal de fertilizantes e corretivos – o Adulanço que pode ser acessado e instalado gratuitamente pelos interessados. O Projeto AP também tem participação ativa na organização do Congresso Brasileiro de Agricultura de Precisão – ConBAP, que é realizado a cada dois anos.
Todas essas atividades são hoje congregadas para divulgação em uma página abrigada na Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz – FEALQ (www.agriculturadeprecisao.org.br).
O Projeto AP teve início com a implementação de um projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP, em 1998. Na ocasião foram iniciados estudos que visavam dominar as técnicas e recursos disponíveis ou a serem disponibilizados no mercado brasileiro para Agricultura de Precisão na área de grãos, bem como entender a variabilidade espacial da produtividade das lavouras e dos fatores de produção envolvidos.
As metas iniciais foram amplamente superadas e novos parceiros têm sido envolvidos dando uma proporção ainda maior ao Projeto. Os trabalhos recentes envolvem outras culturas como a cana-de-açúcar, café, citros e florestas implantadas.
Nesse meio tempo, com o envolvimento de estagiários da ESALQ e de outras instituições, foi criado o Grupo de Mecanização e Agricultura de Precisão – gMAP que tem como função dar apoio às atividades do Projeto AP. Também, com o incentivo da USP e do CNPq foi implementado o Grupo de Pesquisa em Agricultura de Precisão, que envolve também parceiros e colegas de outras instituições.
As atividades de pesquisa relacionadas à Agricultura de Precisão geraram, dentre outros, a oferta de uma disciplina optativa para alunos de graduação (LER 447 – Agricultura de Precisão) e uma disciplina para a Pós-graduação (LER 5857 – Agricultura de Precisão). Também são oferecidos treinamentos como a Jornada de Atualização em Agricultura de Precisão, dirigida a profissionais da área e a Oficina de Aplicações de GPS de Navegação na Agricultura. Outro produto disponibilizado é o programa para análise de dados de ensaios de distribuição transversal de fertilizantes e corretivos – o Adulanço que pode ser acessado e instalado gratuitamente pelos interessados. O Projeto AP também tem participação ativa na organização do Congresso Brasileiro de Agricultura de Precisão – ConBAP, que é realizado a cada dois anos.
Todas essas atividades são hoje congregadas para divulgação em uma página abrigada na Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz – FEALQ (www.agriculturadeprecisao.org.br).
A soja, o coringa da agricultura brasileira
Nos anos 60, a soja nem aparecia nas estatísticas comerciais externas do Brasil e hoje representa quase 20% das exportações do agronegócio.
Ela avançou espetacularmente, alargando a fronteira agrícola, especialmente na década de 70, com a conquista do cerrado.Neste ano de 2008, devemos colher a nossa maior safra de soja: em 21,8 milhões de hectares, chegaremos a 61 milhões de toneladas. Mato Grosso, com 16,5 milhões será o maior produtor superando o Paraná, com 12 milhões. Em seguida vêm Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso do Sul. Mas a soja está em toda parte. Depois de surgir no Rio Grande do Sul, na década de 60, como rotação ideal para o trigo, foi ao Sudeste e hoje está no Tocantins, no Maranhão, no Piauí, na Bahia, em Rondônia, no Pará e crescendo mais. Em São Paulo, é uma das grandes alternativas para a ocupação de áreas de renovação de canaviais, ao lado do amendoim, desde o começo dos anos 70.Há elementos de sobra para justificar a safra recorde: cresce a demanda, especialmente na Ásia, os estoques mundiais tiveram uma pequena queda, e os preços estão elevados, muito acima da média histórica, e com uma boa perspectiva para o ano todo e, quiçá, para o próximo.Por isso, a área plantada de soja este ano no País corresponde a mais de 45% de toda a área plantada com grãos. Claro que ainda falta a contribuição do clima para o recorde ser alcançado. Mas, apesar dos custos terem subido muito, especialmente dos fertilizantes, e do câmbio desarrumado para os sojicultores - especialmente os massacrados pela logística na fronteira agrícola - há otimismo no setor. Os volumes maiores da comercialização antecipada permitiram um bom pacote tecnológico, de modo que o produtor fez a sua parte.O complexo soja representa hoje 19% do total do agronegócio exportado. Em 2008, devemos exportar 30,7 milhões de toneladas de grãos, metade da nossa produção, superando os Estados Unidos que devem ficar em 26 milhões de toneladas e a Argentina, perto dos 11 milhões de toneladas.Mas a outra metade será consumida internamente, e dela, 11 milhões de toneladas serão destinadas à produção de farelo, cuja demanda vem crescendo bastante. Cerca de 50% do farelo que produzimos é consumido pela avicultura e 30% pela suinocultura. O resto também é exportado. Cerca de 90% dos óleos vegetais comestíveis consumidos no Brasil vêm de soja. Aliás, este consumo vai crescer muito nos países em desenvolvimento, cuja renda per capita vem aumentando: nos países ricos, o consumo de óleos comestíveis é de 48 litros/pessoa/ano, mais do que o dobro dos países em desenvolvimento.O biodiesel surge como outra alternativa. A lei que obriga a mistura, já em 2008, de 2% de biodiesel ao diesel, vai exigir a transformação do óleo de soja em biodiesel. Embora haja outras matérias-primas mais indicadas para a produção do biodiesel, como o dendê, ainda não existe volume de produção de matéria-prima para atender a esta demanda, de modo que a soja terá papel determinante no setor, apesar dos preços altos do grão para este ano, que tiram a condição da competitividade com o diesel.Aliás, o que está por trás do espetacular sucesso da soja como cultura no Brasil, é, exatamente, a tecnologia. E a Embrapa é o grande motor deste capítulo. Desenvolve variedades para todo o País, inclusive em parceria com fundações privadas, iniciadas com a do Mato Grosso, e também com universidades, empresas produtoras nacionais e internacionais. A Embrapa é o grande guarda-chuva tecnológico, cuidando até da produção de variedades transgênicas, que hoje já ocupam 60% da área plantada no País, e das doenças, como a ferrugem, para a qual vem buscando variedades resistentes.É claro que existem problemas para a cadeia de soja: a questão tributária é uma delas, porque não há estímulo para agregação de valor. Exportar grão não tem imposto, e trazer soja de outros estados para processar no local da fábrica paga ICMS. Também a logística é um problema, inclusive no escoamento das safras, além do tema da transgenia, ainda em evolução.Mas temos uma condição fantástica de continuar crescendo na cultura, com sustentabilidade, respeitando as questões ambientais e sociais. A soja é um fenômeno.Não é por esta razão que até uma escola de samba, a Tradição, do Grupo Especial de Carnaval carioca levou para a Marquês de Sapucaí o enredo "De sol a sol, de sol a soja, um negócio da China". Olha aí, gente!Roberto Rodrigues - Coordenador do Centro de Agronegócio da FGV, presidente do Conselho Superior de Agronegócio da Fiesp e professor de Economia Rural da Unesp/Jaboticabal. Ex-ministro da Agricultura.
Ela avançou espetacularmente, alargando a fronteira agrícola, especialmente na década de 70, com a conquista do cerrado.Neste ano de 2008, devemos colher a nossa maior safra de soja: em 21,8 milhões de hectares, chegaremos a 61 milhões de toneladas. Mato Grosso, com 16,5 milhões será o maior produtor superando o Paraná, com 12 milhões. Em seguida vêm Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso do Sul. Mas a soja está em toda parte. Depois de surgir no Rio Grande do Sul, na década de 60, como rotação ideal para o trigo, foi ao Sudeste e hoje está no Tocantins, no Maranhão, no Piauí, na Bahia, em Rondônia, no Pará e crescendo mais. Em São Paulo, é uma das grandes alternativas para a ocupação de áreas de renovação de canaviais, ao lado do amendoim, desde o começo dos anos 70.Há elementos de sobra para justificar a safra recorde: cresce a demanda, especialmente na Ásia, os estoques mundiais tiveram uma pequena queda, e os preços estão elevados, muito acima da média histórica, e com uma boa perspectiva para o ano todo e, quiçá, para o próximo.Por isso, a área plantada de soja este ano no País corresponde a mais de 45% de toda a área plantada com grãos. Claro que ainda falta a contribuição do clima para o recorde ser alcançado. Mas, apesar dos custos terem subido muito, especialmente dos fertilizantes, e do câmbio desarrumado para os sojicultores - especialmente os massacrados pela logística na fronteira agrícola - há otimismo no setor. Os volumes maiores da comercialização antecipada permitiram um bom pacote tecnológico, de modo que o produtor fez a sua parte.O complexo soja representa hoje 19% do total do agronegócio exportado. Em 2008, devemos exportar 30,7 milhões de toneladas de grãos, metade da nossa produção, superando os Estados Unidos que devem ficar em 26 milhões de toneladas e a Argentina, perto dos 11 milhões de toneladas.Mas a outra metade será consumida internamente, e dela, 11 milhões de toneladas serão destinadas à produção de farelo, cuja demanda vem crescendo bastante. Cerca de 50% do farelo que produzimos é consumido pela avicultura e 30% pela suinocultura. O resto também é exportado. Cerca de 90% dos óleos vegetais comestíveis consumidos no Brasil vêm de soja. Aliás, este consumo vai crescer muito nos países em desenvolvimento, cuja renda per capita vem aumentando: nos países ricos, o consumo de óleos comestíveis é de 48 litros/pessoa/ano, mais do que o dobro dos países em desenvolvimento.O biodiesel surge como outra alternativa. A lei que obriga a mistura, já em 2008, de 2% de biodiesel ao diesel, vai exigir a transformação do óleo de soja em biodiesel. Embora haja outras matérias-primas mais indicadas para a produção do biodiesel, como o dendê, ainda não existe volume de produção de matéria-prima para atender a esta demanda, de modo que a soja terá papel determinante no setor, apesar dos preços altos do grão para este ano, que tiram a condição da competitividade com o diesel.Aliás, o que está por trás do espetacular sucesso da soja como cultura no Brasil, é, exatamente, a tecnologia. E a Embrapa é o grande motor deste capítulo. Desenvolve variedades para todo o País, inclusive em parceria com fundações privadas, iniciadas com a do Mato Grosso, e também com universidades, empresas produtoras nacionais e internacionais. A Embrapa é o grande guarda-chuva tecnológico, cuidando até da produção de variedades transgênicas, que hoje já ocupam 60% da área plantada no País, e das doenças, como a ferrugem, para a qual vem buscando variedades resistentes.É claro que existem problemas para a cadeia de soja: a questão tributária é uma delas, porque não há estímulo para agregação de valor. Exportar grão não tem imposto, e trazer soja de outros estados para processar no local da fábrica paga ICMS. Também a logística é um problema, inclusive no escoamento das safras, além do tema da transgenia, ainda em evolução.Mas temos uma condição fantástica de continuar crescendo na cultura, com sustentabilidade, respeitando as questões ambientais e sociais. A soja é um fenômeno.Não é por esta razão que até uma escola de samba, a Tradição, do Grupo Especial de Carnaval carioca levou para a Marquês de Sapucaí o enredo "De sol a sol, de sol a soja, um negócio da China". Olha aí, gente!Roberto Rodrigues - Coordenador do Centro de Agronegócio da FGV, presidente do Conselho Superior de Agronegócio da Fiesp e professor de Economia Rural da Unesp/Jaboticabal. Ex-ministro da Agricultura.
Gazeta Mercantil 07/03/08
Efeitos da economia internacional sobre o agronegócio
Cautela na hora de negociar o preço dos insumos e o valor dos produtos agrícolas foi apenas uma das recomendações suscitadas na palestra “Cenário Macroeconômico Internacional e Agronegócio Brasileiro”, a segunda palestra do Fórum, que reuniu o professor Guilherme Leite da Silva Dias, da USP, com agricultores que investem no sistema de plantio de precisão e líderes de cooperativas.
A discussão sobre os efeitos do crescimento mundial acelerado foi coordenada pela comentarista da RBS TV, Ana Amélia Lemos, e acompanhada pelo presidente da FecoAgro/RS, Rui Polidoro Pinto, e pelo presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho, Odacir Klein. Na agenda de assuntos, as projeções dos modelos de mercados a partir da busca da desaceleração econômica. Silva Dias define que o processo de “crescimento mundial acelerado demais” é causado pela redução dos estoques de cereais, pela crise de energia e o momento financeiro dos Estados Unidos. “Existe uma crise de energia que segue rumos diferentes em todo o mundo. Isso estimula uma nova oportunidade para os biocombustíveis, mas traz como impacto a elevação do custo da alimentação. A solução é mais complicada do que a simples desaceleração econômica” salienta.De acordo com o professor, nos últimos sete anos o estoque de grãos diminuiu em 250 milhões de toneladas. Metade disso ocorreu na China. “O país passa por uma mudança na composição do consumo humano, tanto da zona urbana quanto rural. É impressionante como os chineses têm demonstrado uma preferência pela dieta baseada em produtos derivados de carne e leite, ao invés dos grãos” enfatiza. A transformação da cadeia produtiva faz com que a China molde os preços. “As projeções dos modelos de mercado apresentam uma tendência de alta”, diz. A previsão é que no ano de 2008 deve ser um período difícil para a economia. “A crise financeira dos Estados Unidos traz um grau de contaminação e confusão que vai ser sentido ao longo desse ano e de 2009. Assim que a desaceleração da economia americana chegar à economia chinesa, o ritmo de crescimento vai cair e mudanças nos preços dos commodities vão acontecer”. A previsão é que os commodities diminuam até 15%.Neste cenário agrícola, os efeitos no mercado brasileiro exige cautela. Os agricultores que investem no plantio de grãos para a substituição de fontes de energia hídricas e fósseis devem ter cautela. Para o pesquisador, a regulação do mercado de biocombustíveis tem falhas. “A política de biodiesel no Brasil é inviável. Essa idéia de que o diesel é muito barato em relação à gasolina torna muito mais difícil a abertura do mercado. E misturas homogêneas dos combustíveis, em todo o Brasil, não me parece uma estratégia interessante”.O presidente da FecoAgro/RS, Rui Polidoro se demonstrou preocupado diante da produção e consumo já existente dos biocombustíveis, em relação ao endividamento da maior economia mundial. Já o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho, Odacir Klein, acredita que o Brasil só vai ter condições de exportar o produto quando houver um aumento na mistura obrigatória. “Nós não temos condições de competir com a Argentina, por exemplo. As empresas que foram incentivadas a se instalar, correm o risco de fechar” opina.
A discussão sobre os efeitos do crescimento mundial acelerado foi coordenada pela comentarista da RBS TV, Ana Amélia Lemos, e acompanhada pelo presidente da FecoAgro/RS, Rui Polidoro Pinto, e pelo presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho, Odacir Klein. Na agenda de assuntos, as projeções dos modelos de mercados a partir da busca da desaceleração econômica. Silva Dias define que o processo de “crescimento mundial acelerado demais” é causado pela redução dos estoques de cereais, pela crise de energia e o momento financeiro dos Estados Unidos. “Existe uma crise de energia que segue rumos diferentes em todo o mundo. Isso estimula uma nova oportunidade para os biocombustíveis, mas traz como impacto a elevação do custo da alimentação. A solução é mais complicada do que a simples desaceleração econômica” salienta.De acordo com o professor, nos últimos sete anos o estoque de grãos diminuiu em 250 milhões de toneladas. Metade disso ocorreu na China. “O país passa por uma mudança na composição do consumo humano, tanto da zona urbana quanto rural. É impressionante como os chineses têm demonstrado uma preferência pela dieta baseada em produtos derivados de carne e leite, ao invés dos grãos” enfatiza. A transformação da cadeia produtiva faz com que a China molde os preços. “As projeções dos modelos de mercado apresentam uma tendência de alta”, diz. A previsão é que no ano de 2008 deve ser um período difícil para a economia. “A crise financeira dos Estados Unidos traz um grau de contaminação e confusão que vai ser sentido ao longo desse ano e de 2009. Assim que a desaceleração da economia americana chegar à economia chinesa, o ritmo de crescimento vai cair e mudanças nos preços dos commodities vão acontecer”. A previsão é que os commodities diminuam até 15%.Neste cenário agrícola, os efeitos no mercado brasileiro exige cautela. Os agricultores que investem no plantio de grãos para a substituição de fontes de energia hídricas e fósseis devem ter cautela. Para o pesquisador, a regulação do mercado de biocombustíveis tem falhas. “A política de biodiesel no Brasil é inviável. Essa idéia de que o diesel é muito barato em relação à gasolina torna muito mais difícil a abertura do mercado. E misturas homogêneas dos combustíveis, em todo o Brasil, não me parece uma estratégia interessante”.O presidente da FecoAgro/RS, Rui Polidoro se demonstrou preocupado diante da produção e consumo já existente dos biocombustíveis, em relação ao endividamento da maior economia mundial. Já o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho, Odacir Klein, acredita que o Brasil só vai ter condições de exportar o produto quando houver um aumento na mistura obrigatória. “Nós não temos condições de competir com a Argentina, por exemplo. As empresas que foram incentivadas a se instalar, correm o risco de fechar” opina.
12/03/08 Cotrijal Studio
Aluga-se 2 Colheitadeiras Semi-Novas

Amigo Agricultor;
Estamos colocando Duas Colheitadeiras Semi-Novas à disposição para prestação de serviços. Uma é a Colheitadeira MF 34 com plataforma de 25 Pés e a outra é a New Holland TC 59 com plataforma de 23 Pés.
Ambas as máquinas acompanhadas por operadores capacitados e equipe de apoio técnico durante toda a colheita.
As máquinas estarão disponíveis para colherem no Maranhão a partir do dia 20 de Abril de 2008 totalmente revisadas.
Aproveite, terceirize a colheita de sua Safra contratando as melhores máquinas e a melhor equipe.
Os interessados podem entrar em contato diretamente com o proprietário das máquinas pelos telefones: (63) 9213-9715 ou (63) 3464-4836 - Falar com o Sr. Tiago Facco
e-mail: tsfacco@bol.com.br
Estamos colocando Duas Colheitadeiras Semi-Novas à disposição para prestação de serviços. Uma é a Colheitadeira MF 34 com plataforma de 25 Pés e a outra é a New Holland TC 59 com plataforma de 23 Pés.
Ambas as máquinas acompanhadas por operadores capacitados e equipe de apoio técnico durante toda a colheita.
As máquinas estarão disponíveis para colherem no Maranhão a partir do dia 20 de Abril de 2008 totalmente revisadas.
Aproveite, terceirize a colheita de sua Safra contratando as melhores máquinas e a melhor equipe.
Os interessados podem entrar em contato diretamente com o proprietário das máquinas pelos telefones: (63) 9213-9715 ou (63) 3464-4836 - Falar com o Sr. Tiago Facco
e-mail: tsfacco@bol.com.br
Terceirizaçao da Colheita

Aqui na região a maior parte das Fazendas terceiriza a colheita através da contratação de Colheitadeiras. Na minha opinião uma estratégia muito interessante economicamente, tanto para o Agricultor quanto para o dono das máquinas.
Ao terceirizar a colheita o Agricultor se isenta de muitas dores de cabeça durante a safra com revisões de máquinas, manutenção, peças e outros contratempos mas a principal vantagem é a dispensa de Capital imobilizado, pois, ao adquirir uma colheitadeira nova ele estaria investindo cerca de R$ 400.000,00 numa máquina que só ocuparia durante um mês no ano, o resto do ano a máquina (capital imobilizado) estaria parada dentro de um barracão.
Já para os prestadores deste serviço a grande vantagem é que eles passam o Ano todo trabalhando com suas Colheitadeiras, isso graças ao calendário de plantio ser tão variado no Brasil devido ao clima de cada Região. Estes geralmente colhem no Sul, depois vão colher no Mato Grosso, aí alguns dias depois já começa a colheita em Barreiras-BA, depois em Balsas-MA, alguns dias após o final da colheita de Balsas-MA começa em Chapadinha-MA e depois de Chapadinha eles podem até ir pro Pará e pra Roraima.
Assim, os prestadores de serviço se dedicam especificamente a esse fim e o Agricultor consegue ter uma agilidade e eficiencia bem maior com a contratação de máquinas geralmente novas e revisadas já que estas trabalham durante o ano todo.
Os valores cobrados pela colheita por aqui variam entre 2,5 e 3 sacas de soja por hectare (diesel por conta do Agricultor) e aparece máquinas de todos os modelos e muitos prestadores de serviços.
Ao terceirizar a colheita o Agricultor se isenta de muitas dores de cabeça durante a safra com revisões de máquinas, manutenção, peças e outros contratempos mas a principal vantagem é a dispensa de Capital imobilizado, pois, ao adquirir uma colheitadeira nova ele estaria investindo cerca de R$ 400.000,00 numa máquina que só ocuparia durante um mês no ano, o resto do ano a máquina (capital imobilizado) estaria parada dentro de um barracão.
Já para os prestadores deste serviço a grande vantagem é que eles passam o Ano todo trabalhando com suas Colheitadeiras, isso graças ao calendário de plantio ser tão variado no Brasil devido ao clima de cada Região. Estes geralmente colhem no Sul, depois vão colher no Mato Grosso, aí alguns dias depois já começa a colheita em Barreiras-BA, depois em Balsas-MA, alguns dias após o final da colheita de Balsas-MA começa em Chapadinha-MA e depois de Chapadinha eles podem até ir pro Pará e pra Roraima.
Assim, os prestadores de serviço se dedicam especificamente a esse fim e o Agricultor consegue ter uma agilidade e eficiencia bem maior com a contratação de máquinas geralmente novas e revisadas já que estas trabalham durante o ano todo.
Os valores cobrados pela colheita por aqui variam entre 2,5 e 3 sacas de soja por hectare (diesel por conta do Agricultor) e aparece máquinas de todos os modelos e muitos prestadores de serviços.
Autor: Claudeir Pires
O agricultor em tempos de fartura
A grande maioria dos produtores rurais brasileiros está rindo à toa. Assim também estiveram em 2003 até meados de 2004, quando a alegria acabou e só está retornando agora.
A causa desta euforia está nos altos preços dos produtos agrícolas: a soja está valendo o maior preço de sua história, o mesmo acontecendo com o preço do trigo e do milho. A carne de frango e de porco, que nada mais é do que milho e soja transformados, também está batendo recordes de preços altos. O dinheiro da comercialização da produção do campo está enchendo o bolso do feliz agricultor, após três anos de carestia e de xororô.Os vendedores de insumos, máquinas e implementos agrícolas estão igualmente eufóricos, pois receberão mais pelo crescimento das vendas e, melhor, receberão dívidas atrasadas de vendas realizadas no período da carestia (seria prudente que não fossem oportunistas, aproveitando o momento para elevar abusivamente os preços, como já o fizeram no passado). Na verdade, toda a sociedade está-se beneficiando desse bom momento da agropecuária, pois representa mais dinheiro circulando pela economia, o que gera impostos e empregos.Mas, segundo ensina a sabedoria popular: tudo o que sobe, desce. Não foi assim em 2004? Em abril daquele ano o preço da saca de soja ultrapassava os R$ 50,00 e, alguns meses depois, valia menos da metade. Muitos produtores, excitados pela alta inesperada do grão, apostaram em preços ainda maiores: “juro que vendo quando ela chegar a R$ 60,00”, afirmavam os melhores apostadores. Ela não chegou a tanto, mas se chegasse, possivelmente a próxima aposta seria R$ 70,00 ou mais. A ganância não tem limites, o que redunda em aposta em tetos maiores a cada novo recorde de preço. Isto fez com que muitos produtores, em 2004, guardassem sua soja super valorizada e a vendessem, tempos depois, por muito menos. Estamos vivenciando momento semelhante. Será que o produtor aprendeu a lição?Em março de 2005, participamos do Rally da Safra, percorrendo quase 6.000 km pelos estados de Goiás e Mato Grosso. Estávamos no auge da crise da soja: preços baixos e ferrugem comendo solta. Pelo caminho, encontramos muitas áreas abandonadas, mas que haviam sido cultivadas no ano anterior. Estavam abandonadas, não por causa dos baixos preços da soja - porque isso não abala a garra do nosso produtor – mas, simplesmente, porque ele não teve dinheiro e nem crédito para efetuar o plantio, apesar dos excelentes lucros que tivera nos anos anteriores com a comercialização da soja em alta.E o que havia o produtor feito com os lucros dos bons preços das safras anteriores? Certamente os havia comprometido na compra de mais terra, máquinas e veículos, assumindo compromissos futuros impagáveis, na eventualidade de o mercado desabar. E foi o que aconteceu. Na hora de pagar as estratosféricas prestações dos bens adquiridos, o preço da soja havia despencado e o valor da safra não cobriu os valores comprometidos com as prestações. É uma temeridade comprometer hipotéticos ganhos futuros, baseado nos bons preços do momento, que podem não se repetir. É verdadeiro afirmar que não há mal que sempre dure; mas, tampouco, não há bem que nunca acabe. Não considerar a possibilidade de uma frustração de safra ou de uma situação de mercado desfavorável é, no mínimo, irresponsabilidade. Diz o ditado que depois da tempestade vem a bonança. Mas pode, também, acontecer o contrário.Dizem que não se deve dar conselhos a quem não pediu. Como não somos produtores, somos mais do que suspeitos para dar conselhos cujos resultados não nos afetarão. Mas vamos dar assim mesmo, no entendimento de que o produtor, na euforia dos bons resultados da safra, se esqueceu de pedir. É o seguinte: considerando que o mercado oferece inúmeras opções de comercialização da safra, incluindo a venda antecipada com preços pré-fixados, porque não aproveitar esse novo mecanismo de mercado, fixando agora os preços de venda de uma colheita futura, aproveitando momentos de mercado em alta? Alguns produtores mais antenados já utilizam essa estratégia de comercialização e não mais choram em períodos de crise. É o caso de um grande produtor de algodão de Campos de Julio, MT, que nós visitamos em março de 2005. Nessa data, sua produção de 2006 e metade da de 2007, já estava comercializada. Ele havia aproveitado vários momentos de altas especulativas do mercado para vender parte da sua futura produção. Estava ciente de que, muitas vezes, é mais importante utilizar adequadamente as tecnologias de gestão, do que se valer de modernas técnicas de produção: vender bem pode render mais dividendos do que produzir bem. Outro exemplo de produtor rural moderno nós encontramos em Lucas do Rio Verde, MT. Em plena safra de 2005, enquanto muitos colegas produtores estavam às voltas com pedidos desesperados por crédito nos bancos e nos fornecedores de insumos, para salvar a colheita do mais devastador ataque da ferrugem asiática, ele socorria com sobras de insumos adquiridos antecipadamente - à vista e com substanciais descontos - produtores sem dinheiro e sem crédito, os quais comprometiam boa parte da futura safra para não perder tudo. Ele estava tranqüilo e dono da situação, como resultado das economias guardadas no período das vacas gordas. Era dono da safra que colheria, vendendo-a quando e a quem quisesse. As oportunidades oferecidas pelo mercado foram idênticas; diferente foi o manejo que um e outros deram ao dinheiro ganho nos tempos da fartura. A atitude mais exercida pelos produtores quando lhes sobra dinheiro de uma boa safra, é adquirir mais terra; quase sempre no pico de sua valorização, para, muitas vezes, revendê-la na baixa, pouco tempo depois, entregando os dedos para não perder a mão. A propósito, senhor produtor, porque, ao invés de comprar mais terra, você não investe em mais tecnologia, buscando maior produtividade na terra que já é sua e colhendo, como resultado, o mesmo, mas numa área menor?! Seria uma opção racional e inteligente, desde que não se confunda o uso de alta tecnologia com a aplicação exagerada de fertilizantes e/ou de pesticidas. Alta tecnologia não significa o uso de grandes quantidades de insumos agrícolas, mas, sim, seu uso racional. Uso excessivo pode reduzir e não incrementar a produtividade, pelos potenciais efeitos tóxicos e pelo desequilíbrio nutricional que promove. O desenvolvimento das plantas obedece a uma lei da natureza, conhecida como a Lei do Mínimo, que ensina: a produtividade de um cultivo é determinada, não pela quantidade de nutrientes que disponibilizamos à planta, mas pelo nutriente indispensável e disponibilizado em menor quantidade. Se o nutriente necessário e disponível em menor quantidade no solo da sua propriedade é o enxofre, não resolve adicionar mais N, P ou K. Será a falta de enxofre que determinará o nível da produtividade. Produtor, a história se repete, só não sabemos com que freqüência. Se bem que há uma perspectiva bastante sólida de manutenção dos atuais bons preços por um longo período ainda, de vez que as causas que determinaram os atuais altos preços são muito diferentes dos de 2003/4 (desequilíbrios na oferta/demanda vs frustração de safras), seria bom não confiar demasiadamente na bola de cristal dos analistas de mercado, porque eles nunca erram: se o mercado cair e eles previram a queda, são gênios; se acontecer o contrário, terá sido porque eles advertiram e medidas corretivas foram tomadas com:
Amélio Dall’Agnol - Eng. Agrônomo, pesquisador da Embrapa Soja.A causa desta euforia está nos altos preços dos produtos agrícolas: a soja está valendo o maior preço de sua história, o mesmo acontecendo com o preço do trigo e do milho. A carne de frango e de porco, que nada mais é do que milho e soja transformados, também está batendo recordes de preços altos. O dinheiro da comercialização da produção do campo está enchendo o bolso do feliz agricultor, após três anos de carestia e de xororô.Os vendedores de insumos, máquinas e implementos agrícolas estão igualmente eufóricos, pois receberão mais pelo crescimento das vendas e, melhor, receberão dívidas atrasadas de vendas realizadas no período da carestia (seria prudente que não fossem oportunistas, aproveitando o momento para elevar abusivamente os preços, como já o fizeram no passado). Na verdade, toda a sociedade está-se beneficiando desse bom momento da agropecuária, pois representa mais dinheiro circulando pela economia, o que gera impostos e empregos.Mas, segundo ensina a sabedoria popular: tudo o que sobe, desce. Não foi assim em 2004? Em abril daquele ano o preço da saca de soja ultrapassava os R$ 50,00 e, alguns meses depois, valia menos da metade. Muitos produtores, excitados pela alta inesperada do grão, apostaram em preços ainda maiores: “juro que vendo quando ela chegar a R$ 60,00”, afirmavam os melhores apostadores. Ela não chegou a tanto, mas se chegasse, possivelmente a próxima aposta seria R$ 70,00 ou mais. A ganância não tem limites, o que redunda em aposta em tetos maiores a cada novo recorde de preço. Isto fez com que muitos produtores, em 2004, guardassem sua soja super valorizada e a vendessem, tempos depois, por muito menos. Estamos vivenciando momento semelhante. Será que o produtor aprendeu a lição?Em março de 2005, participamos do Rally da Safra, percorrendo quase 6.000 km pelos estados de Goiás e Mato Grosso. Estávamos no auge da crise da soja: preços baixos e ferrugem comendo solta. Pelo caminho, encontramos muitas áreas abandonadas, mas que haviam sido cultivadas no ano anterior. Estavam abandonadas, não por causa dos baixos preços da soja - porque isso não abala a garra do nosso produtor – mas, simplesmente, porque ele não teve dinheiro e nem crédito para efetuar o plantio, apesar dos excelentes lucros que tivera nos anos anteriores com a comercialização da soja em alta.E o que havia o produtor feito com os lucros dos bons preços das safras anteriores? Certamente os havia comprometido na compra de mais terra, máquinas e veículos, assumindo compromissos futuros impagáveis, na eventualidade de o mercado desabar. E foi o que aconteceu. Na hora de pagar as estratosféricas prestações dos bens adquiridos, o preço da soja havia despencado e o valor da safra não cobriu os valores comprometidos com as prestações. É uma temeridade comprometer hipotéticos ganhos futuros, baseado nos bons preços do momento, que podem não se repetir. É verdadeiro afirmar que não há mal que sempre dure; mas, tampouco, não há bem que nunca acabe. Não considerar a possibilidade de uma frustração de safra ou de uma situação de mercado desfavorável é, no mínimo, irresponsabilidade. Diz o ditado que depois da tempestade vem a bonança. Mas pode, também, acontecer o contrário.Dizem que não se deve dar conselhos a quem não pediu. Como não somos produtores, somos mais do que suspeitos para dar conselhos cujos resultados não nos afetarão. Mas vamos dar assim mesmo, no entendimento de que o produtor, na euforia dos bons resultados da safra, se esqueceu de pedir. É o seguinte: considerando que o mercado oferece inúmeras opções de comercialização da safra, incluindo a venda antecipada com preços pré-fixados, porque não aproveitar esse novo mecanismo de mercado, fixando agora os preços de venda de uma colheita futura, aproveitando momentos de mercado em alta? Alguns produtores mais antenados já utilizam essa estratégia de comercialização e não mais choram em períodos de crise. É o caso de um grande produtor de algodão de Campos de Julio, MT, que nós visitamos em março de 2005. Nessa data, sua produção de 2006 e metade da de 2007, já estava comercializada. Ele havia aproveitado vários momentos de altas especulativas do mercado para vender parte da sua futura produção. Estava ciente de que, muitas vezes, é mais importante utilizar adequadamente as tecnologias de gestão, do que se valer de modernas técnicas de produção: vender bem pode render mais dividendos do que produzir bem. Outro exemplo de produtor rural moderno nós encontramos em Lucas do Rio Verde, MT. Em plena safra de 2005, enquanto muitos colegas produtores estavam às voltas com pedidos desesperados por crédito nos bancos e nos fornecedores de insumos, para salvar a colheita do mais devastador ataque da ferrugem asiática, ele socorria com sobras de insumos adquiridos antecipadamente - à vista e com substanciais descontos - produtores sem dinheiro e sem crédito, os quais comprometiam boa parte da futura safra para não perder tudo. Ele estava tranqüilo e dono da situação, como resultado das economias guardadas no período das vacas gordas. Era dono da safra que colheria, vendendo-a quando e a quem quisesse. As oportunidades oferecidas pelo mercado foram idênticas; diferente foi o manejo que um e outros deram ao dinheiro ganho nos tempos da fartura. A atitude mais exercida pelos produtores quando lhes sobra dinheiro de uma boa safra, é adquirir mais terra; quase sempre no pico de sua valorização, para, muitas vezes, revendê-la na baixa, pouco tempo depois, entregando os dedos para não perder a mão. A propósito, senhor produtor, porque, ao invés de comprar mais terra, você não investe em mais tecnologia, buscando maior produtividade na terra que já é sua e colhendo, como resultado, o mesmo, mas numa área menor?! Seria uma opção racional e inteligente, desde que não se confunda o uso de alta tecnologia com a aplicação exagerada de fertilizantes e/ou de pesticidas. Alta tecnologia não significa o uso de grandes quantidades de insumos agrícolas, mas, sim, seu uso racional. Uso excessivo pode reduzir e não incrementar a produtividade, pelos potenciais efeitos tóxicos e pelo desequilíbrio nutricional que promove. O desenvolvimento das plantas obedece a uma lei da natureza, conhecida como a Lei do Mínimo, que ensina: a produtividade de um cultivo é determinada, não pela quantidade de nutrientes que disponibilizamos à planta, mas pelo nutriente indispensável e disponibilizado em menor quantidade. Se o nutriente necessário e disponível em menor quantidade no solo da sua propriedade é o enxofre, não resolve adicionar mais N, P ou K. Será a falta de enxofre que determinará o nível da produtividade. Produtor, a história se repete, só não sabemos com que freqüência. Se bem que há uma perspectiva bastante sólida de manutenção dos atuais bons preços por um longo período ainda, de vez que as causas que determinaram os atuais altos preços são muito diferentes dos de 2003/4 (desequilíbrios na oferta/demanda vs frustração de safras), seria bom não confiar demasiadamente na bola de cristal dos analistas de mercado, porque eles nunca erram: se o mercado cair e eles previram a queda, são gênios; se acontecer o contrário, terá sido porque eles advertiram e medidas corretivas foram tomadas com:
Fernando Adegas - Eng. Agrônomo, pesquisador da Embrapa Soja.
Fonte: Embrapa Soja - 26/02/08
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