Implantação de uma Indústria de Ração Animal na Região de Chapadinha-MA


Cerrado quer agregar valor à soja com uma indústria de ração
Por Franci Monteles, da Gazeta Mercantil/Gazeta do Brasil
Diferente do sul do estado, o cerrado leste maranhense (Região de Chapadinha), conhecido como a nova fronteira agrícola, quer agregar valor à soja produzida na região. Produtores e poder público estão tentando colocar em prática um projeto piloto idealizado há mais de um ano. É a instalação de uma fábrica de ração animal a partir de soja e milho para atender ao setor avícola.
Orçada em R$ 4 milhões, a implantação da fábrica deverá ser custeada pelos grandes produtores de soja do cerrado leste visando fornecer aos pequenos produtores a ração animal para a criação de frangos. A capacidade instalada inicial seriam quatro mil toneladas de grãos beneficiados.
Aos pequenos produtores caberia montar as estruturas para a produção de frangos, além de abatedouro e sistemas de refrigeração - o que deve ser concretizado por meio de financiamento. "A idéia é fazer com que os produtores que não conseguem entrar no processo de produção de grãos em larga escala comecem a aproveitar as matérias-primas produzidas na região", ressalta o presidente da Associação dos Produtores Agrícolas do Cerrado Leste Maranhense, Wilson Ambrozi.
O projeto está sendo articulado pelas secretarias estaduais de Indústria e Comércio e da Agricultura do Maranhão, em parceria com o Instituto do Agronegócio do Maranhão (Inagro) e a associação dos produtores. "A intenção é fazer com que a soja produzida na região tenha valor agregado", diz o superintendente de Promoção do Agronegócio da Secretaria de Indústria e Comércio (Sinc), Marco Moura. No momento, os articuladores do projeto piloto finalizam detalhes como cronograma e outras questões como tecnologia da fábrica e capacitação. A versão final, segundo Moura, deve ser concluída até início de abril.
O cerrado leste do Maranhão compreende o município de Chapadinha, a 252 quilômetros de São Luís, e cidades adjacentes que passaram a plantar soja a partir do ano 2000. A produção ainda é pequena, comparada à da região Sul - responde por menos de 10% da soja produzida no estado.
A produção prevista para este ano é de cerca de 100 mil toneladas de soja. Foram plantados 33 mil hectares, três mil a mais do que na safra passada. A produção é exportada, mas se houver demanda local os produtores vão atender.
O milho está em fase inicial como opção de rotação de cultura. No momento são dois mil hectares plantados de milho. A expectativa é que na próxima safra a área plantada alcance 10 mil hectares, de acordo com a associação.
Wilson Ambrozi afirma que a região já tem produção de soja e de milho suficiente para atender a criação de aves. "Só falta o engajamento dos empresários do setor avícola." Caso não surjam grupos interessados em apostar na produção de aves, os sojicultores não descartam a possibilidade de dar o pontapé inicial para, em seguida, fornecer pintinhos aos pequenos produtores visando mostrar que o negócio é viável para a região. O presidente da entidade aposta ainda na atração de pequenas usinas de biodiesel, anexas a fábricas de óleo de soja.
Além de agregar valor à soja em especial, Moura destaca que a fábrica de ração animal também preencheria uma lacuna no estado, atendendo o setor avícola, que andou retraído nos últimos anos e levou o Maranhão a comprar boa parte de frango de outros estados. Dos 600 mil frangos consumidos por mês no estado, apenas 30% correspondem à produção local (dados do governo).
Fonte: http://www.investnews.com.br/integraNoticia.aspx?Param=11%2C0%2C1%2C498865%2CUIOU
OBS.: A imagem acima é meramente ilustrativa.

Um comentário:

Paty Lira disse...

Para quando é a intalação dessa Fábrica de ração em Chapadinha da matéria "Implantação de uma Indústria de Ração Animal na Região de Chapadinha-MA"?